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sábado, 31 de outubro de 2009

Planos para um futuro...



Já me pego pensando vez ou outra que futuro terá minha filha, ou melhor, qual o mundo de amanhã que a aguarda. Desastres naturais, como vai estar nosso país daqui a 20 anos, emprego, saúde e educação, como andará a violência e qual o nível de interferência e as novidades ainda maiores que as tecnologias causarão na vidinha das pessoas.

Nunca fui das mais otimistas quanto aos dias que virão no nosso planeta terra. Com avisos de estudiosos sobre o clima nada ou mesmo pouco se anda fazendo para pelo menos estagnar o processo de aquecimento global e as agressões ao meio-ambiente (ela mesma já lança cerca de 10 fraldas descartáveis todos os dias). Já para as estatísticas da economia do nosso país as previsões são mais animadoras, um país em crescimento imagina-se que venham dias melhores por aí.

O crescimento da violência indiscriminada é alarmante e particularmente é o que mais me assusta. É um peso muito grande quando começamos a analisar que a responsabilidade é só sua de ter colocado aquele serzinho no mundo e principalmente que você é o responsável por repassar valores morais. A idéia de que a liberdade da minha filha de ir e vir livremente será tolhida por mundo doido me dá arrepios!

No entanto, em meio a esse pessimismo filosófico, essa semana, enquanto amamentava meu baby, aproveitei o tempo do ócio criativo e li uma matéria sobre a história de uma carioca, moradora de um dos morros mais violentos do Rio, que tem dedicado a sua vida a fazer o bem e retirar crianças do universo das drogas. Flordelis já adotou 37 crianças (e tem mais três filhos biológicos) e já conseguiu tirar dezenas de jovens e crianças condenadas pelo tráfico da mira de revolveres de bandidos e traficantes oferecendo sua própria vida em troca.

A linda historia dessa mulher (que virou filme) passa pelos buracos mais nojentos da sociedade: casos de agressão a crianças (uma das crianças foi encontrada no lixo e outra teve as perninhas quebradas pelo pai drogado), o mundo perverso das drogas, a maldade humana. O relato comovente me fez refletir muito e mesmo com toda a tristeza (confesso que quase chorei) vendo ações como essas vêm uma gota de pensamento que para o mundo existe sim uma chance enquanto figuras como essa existirem.

Nunca mais me esqueço de umas palavras que um amigo me disse enquanto discutíamos essa tal responsabilidade de colocar um filho em um mundo cada vez mais louco. Ele me disse que a nossa contribuição era exatamente essa, repassar valores de amor, justiça, compromisso com o ambiente que se vive que só assim espalharíamos as nossas sementes, formando uma corrente do bem e assim quem sabe mudar aos poucos o mundo.

Não sei se minha xurupitinha vai ser uma Flordelis, porque ser assim também é um dom divino, mas estou disposta a repassar o que tenho de melhor e ensiná-la a ser um ser humano cheio de princípios ajudando o planeta a ser um cantinho pelo menos habitável de se viver.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Filha de cigana, ciganinha é...


Com apenas um mês e dois dias de vida meu baby mais uma vez mudou-se de residência. Agora estamos de mala e cuia na casa de minha mãe para passarmos uma temporada até o termino da nossa casa e por fim fixar raízes em um lugar For Ever (assim creio eu). Conseguimos fechar negocio e pegamos em dinheiro vivo o valor do apê o que nos rendeu grana o suficiente para contratar uma empresa para finalizar o nosso sonho de morar em terra firme e perto do mato.
Para falar a verdade isso tudo de mil mudanças é cansativo, porém muito divertido. É nada monótono ficar para lá e para cá (principalmente nesse período de licença que você mal pode sair de casa), começar novamente nova rotina, se adaptar as mudanças, cheia de malas espalhadas pelo chão, aquele caos produtivo. No entanto, como meu primo sempre falou, filhos devem se adaptar a rotina dos pais e não os pais a rotina deles, então que ela comece a aprender isso desde pitoquinho com toda essa bagunça (meio que um tratamento de choque)!
Eu e Bira (como um casal jovem) temos uma vida particularmente andarilha entre as casas de nossos pais e uma vida social cheia de compromissos. Almoço na casa de um, jantar na casa doutro, festinha na casa de amigos, uma saída para um restaurante, um café da manhã em um banco de padaria...Sei que com um filho muita coisa muda e claro que vamos ter que nos adaptar a ela também, mas o nosso ritmo de vida é bem esse, bem corridinho, bem tempos modernos.
Até agora não vi frescurinha por parte de Valentina e o serzinho tão pequenininho já mostra que entendeu bem o espírito da coisa e que tem uma personalidade bem parecida com a dos pais malucos. Tendo as coisinhas dela (carrinho, chupeta e lençóis cheirosos), fraldas limpas e bucho cheio (isso é o mais importante) meu bebê vai até a Marte em um pau de arara feliz e saltitante explorando tudo com aqueles olhos grandes e vivos.
Para os que ainda estão devendo a visita ao baby mais fofo do mundo fiquem sabendo que já estamos por aqui e ficamos até mais ou menos meados de janeiro de 2010. A casa de mainha é aquela velha residência no Treze de Maio (ponto central) com aquele velho sino como campainha. Estamos de portas abertas para receber todos, porque todas as visitas nos fazem super bem.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Valentina na TV

Quando estava com quase 9 meses quase completos fui (aliás, fomos) personagem de uma matéra sobre gestantes e musculação para o programa Mulher Demais da TV Correio, afiliada da Rede Record na Paraíba. A matéria foi exibida ontem, no aniversário do baby, e eis aqui o link para que todos possam assistir!

http://www.portalcorreio.com.br/mulherdemais/matler.asp?newsId=105954

Xurupitinha 1+...




Chegamos ontem, dia 27, a um mês de vida do meu bebê. Que fantástico é acompanhar esse crescimento, principalmente da cumplicidade entre todos. Valentina e eu já estamos bem de boa (de vez em quando bota um olhão atrás de mim, a coisa mais linda!) e ela já começou a tecer sua teia afetiva com muitos da família. Já é louca pelos avós (ao ponto de ficar muito a vontade sem a minha presença por uma tarde inteira), adora o colo da tia Bruna, fica na paz com as cantigas da avô Alessandra, recebe os afagos doidos da prima Sofia e por aí vai!
O meu bichinho continua crescendo e da consulta pelo aniversário de um mês o presente fui eu quem recebi (ela ganhou um bolinho de chocolate da tia, mas certamente não comeu, tadinha). Na verdade dois. Um pela boa notícia que está tudo muito bem com a saúde da xurupitinha ao ponto de ter para dar e vender (chegamos aos 4, 050 kg e 53 cm) e um elogio feito pela pediatra de que sou uma mãesona duca...
No entanto, a consulta de aniversário foi particularmente especial também pela presença da minha mãe que revelou a médica estar muito surpresa com meu desempenho como tal figura materna! Ela falou que ficou de cara com toda minha serenidade já que há um ano o meu discurso era que não ia casar (e casei porque fui forçada pela família, hehehehe) e que para ela ter netos iria ter que esperar pela outra filha.
Na verdade (isso vem como um desabafo positivo) sei bem que surpreendi muita gente e acho muita graça nisso. Pelo meu jeito descolado, rude, desligado, muitos (ou a torcida inteira do flamengo) juravam que a combinação Érica plus Mãe não ia surtir bons efeitos. A coisa era tão braba que ouvi do meu pai, amigas e do meu maridinho coisas como: “Ainda não consigo ver Érica mãe”; “Ela mãe? Realmente não falta ver mais nada nessa vida!”; “Não imagino você sentada amamentando nosso bebê”...
Pois é gentem desculpas por ter colocado abaixo todas as divagações, mas uma das minhas fortes qualidades é a capacidade de surpreender, e surpreender sempre! É o basicão da minha personalidade que tem muito haver com o poder da persistência, de seguir em frente com garra, porque ser mãe é muito isso também, ser forte e ter disposição para as coisas novas da vida que com um bebê nos braços se apresentam a cada 10 segundos!
Mesmo com um relacionamento já estável com o paipai de Valentina quando recebi o resultado positivo de gravidez os planos não tinham mudado, no entanto a situação deveria ser tratada de frente, sem melodramas e como uma coisa positiva. Jamais pensei: “Que merda fiz”...Assumi o papel de mãe e ele pintei com as minhas e melhores cores. O resultado de toda essa brincadeira é isso: um baby lindo, super ativo, cheia de saúde e muito amada por todos.

Feliz Aniversário bebê lindo da mamãe!!!


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Sintonizando vibrações...





Quase um mês depois de ter meu bebê e só agora estou curtindo a fase recém-nascida de Valentina. A mudança na rotina de sua vida é total. Primeiro que eu não estava preparada emocionalmente para parir (engraçado dizer isso já que estava com quase 9 meses completos, mas de fato nunca estamos preparadas!), segundo que tínhamos marcado a cirurgia e a danadinha resolveu romper a bolsa antes do prometido causando uma correria sem precedentes não dando tempo para reflexões e respiração para aliviar a tensão. Por fim, lá estava eu no hospital num estilo drive-thru com um bebê nos braços.

Os primeiros 10, 15 dias são difíceis demais. Vontade de pular de um meio-fio ou, como diria uma amiga, de um pé de coentro. Sempre fui aceleradinha e trabalhei até a sexta-feira antes do parto (ela veio no domingo pela manhã) e no sábado ainda dei uma passeada com o Marido por restaurantes e pela praia. Quando o baby veio ao mundo, pronto acabou-se! Tive que desacelerar.

Trancafiada em casa, com dores horríveis pela cirurgia e sozinha com um bebê nos braços. Com o corpo exausto, o psicológico abalado, o cérebro não parava. Sentia falta da minha rotina antiga de vida, do trabalho, dos restaurantes, dos almoços na casa da sogra, das brincadeiras pesadas com meu cachorro, da praia, dos encontros com meu pai e minha mãe, do namoro com o marido, do computador (graças que tive a brilhante idéia do blog dias antes de parir)...

No entanto (para o alívio geral da nação das futuras mamães), passado esse tempinho do terror, as coisas vem se ajustando cada vez mais. Todos se adaptando a nova rotina e aquelas coisas que me faziam falta agora foram ocupadas por uma sensação de prazer enorme de cuidar do meu bebê hasteando uma bandeira branca na nossa relação que vinha sendo de guerra! De fato é muito trabalhoso, mas se não fosse por conta do sono (ou melhor, a ausência dele por no mínimo 5 horas seguidas) poderia dizer que até me sinto de férias de vez em quando!

Hoje já estou mais calma e menos angustiada, por isso, acredito eu, que agora sim vem de vez a sensação de prazer de ter aquele serzinho aos meus cuidados (cheguei a pensar: meu deus cadê a alegria disso aqui? Só é tormento!). Consigo decifrar bem melhor o que meu bebê deseja (com o auxilio do bubú e do Luftal), com as vacinas dadas já podemos sair com ela para a casa dos avós e parentes, caminhar na praia com o sol frio e até ir a restaurantes menos movimentados.

Traduzindo tudo isso: vida social! Isso é que recarrega as minhas energias. Ver gente, sair ao sol, sentir o vento no rosto, conversar, estar entre amigos, e isso substancialmente fez uma diferença qualitativa enorme na relação mãe e bebê. E cá para nós como filha de peixe, peixinha é, Valentina vem mostrando ser igualzinha a mamãe aqui...Adora uma rua, pessoas conversando, casa de vó, passeios de carro e banho de sol...

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Meu paipai...


De fato as meninas da década de 80 não foram criadas para serem mães (pelo menos as do meu circulo de amizades) e do alto da minha juventude transviada a idéia caberia bem diante de uma produção independente, caso não encontrasse o parceiro ideal, muito depois dos 30 e com a carreira profissional no topo. Pois é, do alto da minha juventude porque hoje não mais!

Venho propagando o discurso de que ter filhos é para quem quer muito e principalmente para quem tem um pai igualmente disposto a enfrentar o babado. Na nossa cultura a mulher sempre enfrentou muitas barras, o machismo imperativo, e “liberadas” dessas condições o que eu vejo é que estamos pegando o caminho reverso e encarando algumas posturas muito duras em relação a figura masculina e a importância dela em nossas vidas, como é o papel de pai.

A mídia por muitas vezes afirma essa posição de uma imagem da mulher moderna associada a produção independente e eu mesma tinha em minha mente maluca o devaneio de uma possível estratégia ser auto-suficiente, ser o que eu quisesse. Na verdade a natureza criou o homem e a mulher para serem complementos (tanto que se encaixam um no outro), exemplificado pela cultura chinesa com o yin e o yang (aquele símbolo do hang-loose), que significa a dualidade, o equilíbrio entre o masculino e o feminino.

Desde quando soube que estava grávida os pensamentos de como essa parceria equilibrada entre homem X mulher (pai X mãe) cada vez mais fizeram sentido. A figura masculina se tornou tão essencial para aquele momento que hoje declaro que não teria forças para enfrentar tudo aquilo (e isso de hoje) solamente sola. Pense bem, desde a concepção (que é bem mais gostosa quando feita a dois do que em laboratório) a figura é básica e essencial, como ter camiseta branca no guarda-roupa, calça jeans ou um vestido preto estilo tubinho.

O apoio do meu querido foi muito importante e vem sendo até o momento. Na gravidez, quando a mulher entra com a parte física da coisa (carregar o bebe por nove meses) o homem entra com a parte puramente emocional de apoio. Era ela quem segurava meus cabelos nos momentos de enjôo com uma cara aperriada no espelho do banheiro, era ele quem vivia em restaurantes satisfazendo meus desejos, ele quem acordava às 4h da madrugada para fazer um cuscuz com ovo para matar a minha fome, que colocava travesseiros para me aconchegar com aquela barrigona enorme!

Por isso tudo meninas produção independente para mim é mito! O bom mesmo é tentar esse equilíbrio entre ser sim uma mulher moderna, mas reservando o que há de mais sagrado na mulher que é a docilidade dividindo todos os momentos com um companheiro igualmente disposto a viver a mais pura e doce aventura de ter um filho!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Picadas...

Com 22 dias de nascida e meu bebê levou hoje a primeira da série infinita de vacinas. Na verdade foram duas, uma no bracinho e outra na coxa. A vacinação é feita na rede pública (pelo menos essas duas) e desde semana passada perambulávamos atrás de um local que desse as tais. Pois é, um baby tão novinho e já sujeito ao descaso da saúde pública do nosso glorioso Brasil.

Em um dos postos, o Lactário da Torre, simplesmente a técnica de enfermagem não tinha ido trabalhar (vale ressaltar que era uma sexta a tarde) e no PSF do Bessa por conta de uma falta de energia todas as vacinas tinham sido estragadas e não foram repostas nos bancos. Resultado, uma vacina que era para ser dada nos primeiros dias de vida do neném foi dada depois de três semanas de nascida.

Conseguimos atendimento na Unidade das Praias, em Manaíra, e, apesar da demora no atendimento, fomos bem recebidos pela técnica e por todos os funcionários do local. Ela explicou tudo direitinho, como deveríamos segurar a baby, deu um livrinho que agora é a nova carteirinha de vacinação e aplicou a injeção (que no braço é subcutânea e na coxa vai quase até o osso da perninha) de forma segura e tranqüila ao modo que Valentina nem chorou muito.

Quanto ao ato em si reagi de forma racional (mais uma vez!). Sei que o procedimento é inevitável e que é para o bem da minha filha, por isso não titubeei e fui com garra com Valentina nos meus braços para a picada. Achei engraçado que muitas mães não entram se quer na sala e outras nem vão, mandam a mãe ou a sogra com o pai. Podem dizer que fui fria, mas ser fria pra mim é não está ali com o seu filho em seus braços para acalentá-lo em uma horinha tão difícil para ele.

Geralmente as vacinas dão algum tipo de reação, mas ela não teve nada aparentemente, só ficou um pouco molinha, dormiu bastante, reclamou da dor chata das picadas, mas nada que um bom dia de peito não cure não! A próxima vacina é para o dia 19 de novembro... Tadinha!