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domingo, 25 de abril de 2010

Bebê boa de garfo

Desde que Valentina se entende por gente ela demonstrou uma disposição maravilhosa para os prazeres do bom garfo. Sempre olhou com muito apreço os pratos e panelas de quando a família se reunia para tomar café, almoçar e jantar. Para mim, que sempre adorei cozinhar, essa fase do baby era uma das mais esperadas.

A idéia de poder preparar com todo o carinho sua comidinha, fazer parte da descoberta dela pelo mundo dos sabores me encheu de entusiasmo. Começamos a maratona da apresentação dos alimentos com sucos de frutas como a mimo e logo após liberadas a goiaba, laranja normal, acerola, além de maça e banana amassadinhas.

Nessas primeiras tentativas a frustração foi inevitável. Achei que pela vontade que ela demonstrava ela ia devorar tudo de primeira. A pitchulinha cuspia tudo, dava show quando colocava suquinho na mamadeira, quase vomitava com as frutinhas amassadas, enfim, um verdadeiro caos implantado na hora da alimentação. Conversando com mães criadas disseram que era assim, que era necessário insistir.

Assim fiz. Insisti, insisti, insisti. E nada! Mais de um mês de tentativas e acabei me convencendo que tinha que tomar uma medida para que o baby comesse algo mais recheado de vitaminas, proteínas e todas aquelas coisas que fazem bem. Pesquisei como iniciar a introdução de alimentos e mãos a obra.

O conselho é começar com papinhas que usem um tipo de legumes ou tubérculo, um tipo de folha, sal, cebola, alho e óleo de girassol ou azeite de oliva, tudo isso cozido em panela de ágata e levemente passado no liquidificador (que fiquem pedaços) para que estimule a mastigação do baby. A primeira papinha que dei foi de cenoura e alface e ela simplesmente adorou! Um verdadeiro alívio para quem batalhava uma alimentação extra mamadeiras de leite.

Após duas semanas nesse esquema, já comecei a misturar mais de uma folha e legumes, incrementar os temperos, adicionando pimentão, cebolinha, coentro e tomate, além de macarrão e arroz. Introduzidas as papinhas, já que são salgadas, comecei a oferecer um suco para lavar a goela e não é que ela aceitou? Gosta muito dos sabores ácidos (limão e acerola) e dos bem doces que adoço com açúcar demerara (que não tem exofre).

A baby vem comendo também pão, biscoito maisena, frutas cortadinhas, feijão-verde e experimentou até inhoque. Agora aguardo mais duas semana e já começarei a introduzir carne vermelha, frango, fígado bovino, ovos, além de mingaus, papas de aveia. Vale também ressaltar que Valentina adora aqueles potinhos da Nestlê, mas só uso eles quando vamos sair, já que são bem práticos.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

 
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Voltamos com a corda toda


Mil anos sem registrar nada por aqui. Perdão aos leitores mais assíduos do blog, mas a ausência é justificada por um monte de situações, inclusive as falhas técnicas. Nesse ultimo mês nos mudamos para a nossa tão sonhada e demorada casa! E para quem já se mudou alguma vez na vida sabe bem como as coisas funcionam. Tivemos que lavar toda a casa, do pé a ponta, receber mudança, colocar desde o sofá as cuecas e calcinhas no lugar, providenciar feira, contratar uma pessoa para nos ajudar com as tarefas do lar, instalar internet, ufa! E além de tudo isso continuar a vida normal de trabalho e cuidados com o baby.

As novidades são mil. Valentina já completou seus seis meses e nesse período o bebê fica mais experto do que nunca. Chegou definitivamente a época das descobertas. Então já viu? Nada para quieto, seja objeto, animal, vegetal, bebê, pai ou mãe. O baby meche em tudo o que vê pela frente, escala o berço, brinca sentada no chão, observa formigas, come areia, papel, ou qualquer outra sujeira interessante, e já é verdadeiro acidente ambulante.

Nesse período também já foram introduzidas na alimentação dela as frutas em forma de suco e raspadinhas, mas Valentina tem dado um trabalhão em deixar de ser mamífera. O leite é o prato principal dela, não tem jeito, mas continuamos tentando. E como a gente gosta do que faz mal a baby adora aquelas papinhas industrializadas da Nestlé, mas eu regulo e dou só quando precisamos sair para algum canto e levar a fruta se torna uma coisa não prática.

A guribinha já aprendeu a dar tchausinho, tomar água em copo, sentar e já está quase engatinhando, aliás vem aprendendo tudo o que se ensina. Aprendeu também que o choro compensa. Vem passando por uma fase chatíssima de chorar por tudo, cheia dos gostos, e que eu, claro, como toda mãe de primeira viagem, ando contribuindo para isso. A xurupitinha se está no braço fica quietinha o dia todo, mas com um pesinho de quase 8 kg quem agüenta? Mas odeio choro, me deixa mesmo perturbada tanta zoada e cuido logo de calar a boquinha dela com um bom colinho.

Esse mês também se completa as vacinas que só voltam a ser dadas quando o baby fizer um ano de idade. As que ela ficará tomando agora são uma ou outra de campanhas que o governo possa lançar como a H1N1, que ela já tomou e não teve reação alguma, assim como a de pneumonia.

Fora isso a grande expectativa da família é sobre a festa de comemoração do baby. Confesso que eu não estava muito engajada em já pensar nas coisas não, mas a avó paterna e a tia já estão ansiosas por demais. Acabei entrando na onda e já estou pesquisando as coisas e principalmente o tema da festa que não será nada tradicional...Aguardem as novidades!!!!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Práticas e inteligência


Todos os amigos e familiares sempre estão alerta no repasse de qualquer conteúdo relacionado com o mundo dos filhos. Certa vez minha mãe trouxe uma edição antiga de uma dessas revistas de grande circulação nacional (não sei se Veja ou Época) que continha uma matéria especial apresentando uma pesquisa onde era revelado que mulheres que eram mães possuíam um maior nível de inteligência emocional e maior aptidão para resolver conflitos de forma mais prática.

È fato que sempre fui uma pessoa bem prática. Sempre fui uma boa articuladora e a minha cuca é desde tempos remotos bem habilitada para receber inúmeras atividades e saber dar conta de todas (ou pelo menos a maior parte delas). Para quem não sabe tive um início de adolescência bem conturbado com a chegada de um bebê em nossas vidas (minha irmã Bruna), inúmeros problemas financeiros e por fim a separação dos meus pais.

Não preciso nem comentar o quanto os dois entraram em parafusos, pois separação sempre é uma coisa complicada, e desde aí eu, por ser a filha mais velha, tive que assumir um papel duro para aquela idade: o de administrar e amarrar todos os lados dessa grande confusão, que era a minha família, e isso tudo bem na época em que eu era quem era para dar os pitís de aborrecente.

Sofrimento teve (e muitos, mas sofrimento mesmo é passar fome!), mas hoje agradeço pelas experiências que passei e sei que elas me deixaram muito mais fortes para a adaptação a essa minha nova vida que se descortina a cada dia trazendo zilhões de novidades. Ter um filho não é fácil. Ter um filho, um marido, uma casa, um trabalho, uma família, muitos amigos, um cachorro, além de estudar, imaginem que é bem mais!

A minha vida parece um verdadeiro jogo de encaixes. Se desejo ir ali comprar um desodorante isso exige de mim uma capacidade enorme de em um milésimo de segundo articular todo um plano de quem vai ficar com o baby enquanto estiver ausente, de pensar se ela vai ter fome no momento, de deixar tudo preparado, de encontrar o melhor caminho para não pegar tanto trânsito, de rever se realmente é só aquilo que necessita no supermercado, de que no caminho eu posso aproveitar o sinal vermelho e marcar o salão da semana, qual o melhor cartão para pagar a compra e por aí vai...

Diante de tudo isso, os dias vão se passando nessa loucura frenética, e vai um, vem outro e o cérebro feminino vai se acostumando em pensar em teia. Pois aí está a porção onde a mulher-mãe desenvolve a sua praticidade. Com tantos pormenores a se resolver, se a gente for se apegar as coisas muito pequenas, ou subjetivar a cor do burro, o mundo perde o controle (se é que nós temos isso). As atividades e os acontecimentos da vida quando se tem um filho exigem ações rápidas, pá-pum, e num piscar de olhos o baby se engasga e você tem que dar um tapão para ele colocar pra fora o que estava sufocando.

Emotions- Já no campo da inteligência emocional nunca fui uma das melhores alunas. No entanto, tive e estou tendo a oportunidade de desenvolver essas aptidões e venho apostando nas notas altas. Talvez esse seja um dos ensinamentos mais válidos que Valentina vem trazendo na mala dela e já consigo aplicar na prática do meu dia, no trabalho, nas relações entre amigos, com a família, marido.

Com um filho, que começa como um bebê, exercitamos primordialmente a nossa intuição. Como uma pessoinha que não fala, não aponta, não tem expressões faciais é entendida por seus pais? Simples, através do desenvolvimento da intuição deles e da leitura ampla de decodificação dos sentimentos e necessidades (fome, carinho, frio, necessidade de limpeza).

O exercício constante e incessante dessa decodificação sentimental nos dá armas para enfrentar muito melhor o mundão lá fora. Certo tempo atrás tivemos uma briga, eu, minha mãe e minha irmã, e mainha se trancou no quarto bem na hora do almoço chorando aos soluços bem no final de semana onde costumamos sentar juntos à mesa. No a.V (antes de Velentina) certamente eu não estaria nem aí, deixaria ela lá, diria que era frescura, almoçaria e tudo certo, mas naquele momento decifrei imediatamente o que ela estava pedindo: ela queria que alguém desse atenção (mesmo que fosse drama) e a chamasse para comer e pronto, tudo estria bem novamente, na paz. Foi o que fiz, do meu jeito, mas fiz, pedi a Bruna que também o fizesse e as coisas se resolveram sem maiores mágoas (o que é bem difícil quando se trata de lidar com duas mulheres tempestivas).

A inteligência emocional também tem me valido para enfrentar os pormenores do trabalho. Avaliar, perceber, como você tem que lidar com cada ser que está ali no escritório também rende menos dor de cabeça e mais produtividade para todos. Ontem mesmo troquei sorrisos e conversinhas engraçadas com uma criatura que tive um arranca-rabo antes de Valentina nascer. Ali também consegui identificar que a pessoa estava indiretamente dizendo, errei e foi feio o que fiz, então vamos deixar isso para lá? Isso tudo sem esperar a clássica “Desculpas”, que pelo perfil não iria sair nunca e que eu, em tempos de outrora, iria morrer dura, seca e amargurada esperando.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Pula e faz firulas


Há algum tempo adquirimos mais um brinquedo para o hall dos “objetos para distrair, conseguir cansar e canalizar a energia em excesso de Valentina”: o pula sapinho. A invenção, como tudo no mundo, já tem adeptos nos EUA (consumidores compulsivos de tudo que é novidade) e vende seus produtos com o slogan: divertimento para o bebê, sossego para a mamãe.

Quem descobriu essa maravilha foi o pai do baby. Como uma das manias preferidas do papito é buscar coisas e parafernalhas para comprar no mercado livre logo logo ele achou uma coisinha para presentear a filhota. Diversos modelos são oferecidos desde jumpers com estampas de super-heróis até uns personalizados com o nome do baby. Como tudo do pai é permeado de idéias fantásticas do mundo de bob o modelito escolhido por ele foi o que tem o símbolo da Nasa, “ela será o primeiro bebê na lua”, projetou o pai.

O brinquedinho só é indicado para bebês que possam sustentar o peso da própria cabeça (a partir dos quatro meses e até os dois anos, por conta do peso, ou seja 15 kg) e assim seguimos a orientação. Para que funcione o baby também tem que aprender a pular no pula-pula e achávamos, pela pouca idade, que Valentina não iria aprender tão rápido assim. Engano meus caros, subestimamos a capacidade da xurupitinha, em menos de uma semana (claro que isso exigiu uns pulos bem ridículos nossos) a danada aprendeu a pular, e alto! (assista ao vídeo do treinamento aqui!)

Não preciso nem dizer o quanto a pimenta gostou. Cada gargalhada mais gostosa do que a outra e pulos fantásticos de encolher as molas. Ela achou o máximo também a oportunidade de ganhar independência sobre seus próprios pés (mas que ainda deve achar insuficiente porque o pula não se movimenta pelo espaço sideral) e agüenta ficar de boa por pelo menos 20 a 30 minutos saltando.

Também não preciso falar o quanto foi um alívio para o pai e a mamãe. O pula sapinho me garante alguns longos minutos em que posso fazer alguma coisa e servirá como um bom aliado quando formos para a nossa casa nova (por lá já estamos providenciando muitos pontos para a instalação do jumper), além de ser muito divertido ver aquela coisinha saltitando feito uma daidinha.

O pula sapinho é excelente estímulo psicomotor, auxiliando o desenvolvimento da coordenação motora e da musculatura, criando no bebê coragem e autoconfiança, podendo servir também como balanço, canguru e andador. Para os interessados e pais desesperados com a energia incessante dos rebentos adquirimos o brinquedo no site.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Menina das vontades


Quem disse que uma pessoinha de apenas quase cinco meses já não sabe o que quer da vida? Eu sempre soube que minha filhota era cheia dos gostos e desde que estava na barriga sabia reclamar por seus direitos. No entanto, agora a baby vem desenvolvendo uma técnica cheia de charme para convencer a nós fazermos o que ela quer: o tal chorinho de manha.

 Quando o bebê ainda é recém nascido ele até pode chorar de manha, mas é difícil a gente identificar, e também temos que levar em consideração que o pequenininho ainda está se acostumando a ser um ser extra uterino. De acordo com que vai se desenvolvendo, aprendendo com as experiências de causa e conseqüência, a criança desenvolve a capacidade de persuasão, a imbatível e a mais fantástica (na minha humilde opinião) ferramenta infantil para conseguir as coisas que é a manha.

Ultimamente começamos a perceber que Valentina vem desenvolvendo e aperfeiçoando seus artifícios de convencimento. Como todo mundo sabe, a princesa calorenta adora se refrescar na sua piscina e a gente vem chegando num ponto de ter que esconder o tal brinquedo porque se não o baby fica todo animadinho para dar um mergulho.

A xurupita também faz manha quando quer pegar algo que está distante, quando quer comer mais ou até mesmo quando tomamos um brinquedo dela. É uma gracinha, mas de fato é arriscado achar engraçadinho, vai ver que ela toma gosto e faz disso uma alternativa? Filhos, filhos, filhos!     

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Xurupita +4

 



Chegamos a consulta dos quatro meses, que agora não se realizam necessariamente no dia em que o baby completa mesário (essa foi feita dia 09/02), mas ainda temos privilégios de ter uma hora marcada (com os bebê muito pequenos funciona assim). Ela e o papito vieram me buscar no trabalho e de lá fomos felizes para a pediatra.

Valentina já chegou dormindo no meu trabalho. Toda arrumada (de calça listrada de brim), laço verde na cabeça, meias brancas e sapato. Estava, vamos dizer, despretensiosamente arrumada porque um homem arrumando um bebê menina jamais será tão cuidadoso como uma mulher. E foi assim, em sono profundo que ela chegou no consultório.

A médica teve que acordá-la e se surpreendeu com a simpatia do bebê ao despertar. Ela perguntou se ela era sempre assim simpática e eu disse que mais ou menos, mas achava que era porque ela não gostava muito de dormir e adorava quando alguém intercedia no seu sono.

A grande novidade dessa consulta foi o comunicado de que o baby não estava mais comendo no peitinho da mamãe. Expliquei que antes mesmo de voltar ao trabalho já não contava com uma reserva boa de ouro branco e que tanto eu como ela estávamos ficando muito estressadas com tal situação, levando a minha decisão por introduzir o leite artificial. Não levei bronca nenhuma (como imaginava), ela disse que era normal mesmo ir acabando e só indicou o uso do Nam 1 em vez do Similac Advanced que, segundo ela, é um leite para bebês que tem alguma restrição alimentar.  

Outra grande novidade, que confesso estava esperando ansiosamente e Valentina também, é que foi introduzido na dieta da baby um suco de laranja mimo do céu sem água e sem açúcar. A indicação é de oferecer 90 ml, uma vez ao dia, de preferência pela manhã, entre as mamadeiras. Não preciso em comentar que ela não fez nenhuma cara feia ao provar o novo sabor e tomou a mamadeira todinha.

Peso: 6.700g
Altura: 63 cm
P.c: 41 cm